Mata Galinha ou Boa Vista?

•dezembro 2, 2008 • Deixe um comentário

A história da Boa Vista, pela conversa dos moradores mais velhos, começa de forma um pouco confusa, “aqui não é Mata Galinha, é Boa Vista”, faz questão de ressaltar o funileiro mais conhecido da comunidade.

A pequena comunidade da Boa Vista, localizada na área centro-sul de Fortaleza, começou seus dias sendo alvo de algumas brincadeiras. Desde os primeiros habitantes, os moradores tiveram que conviver com denominação dada pela prefeitura: Mata Galinha. Entre um nome e outro a confusão é simples de ser entendida: tudo começou quando um morador certo dia tentava atravessar o rio Cóco levando umas galinhas e, sem querer, acabou afogando-as na travessia do rio. Um acontecimento engraçado, mas que em nada ajudou na aceitação dessa identificação pelos moradores.

Com uma pequena oficina na rua da Associação (como os próprios moradores se referem à rua José Messias Matos), Sr. Toinho foi um dos primeiros moradores a chegar na Boa Vista. “Na época não tinha nada, tudo que tem aqui (hoje) foi luta da comunidade”, exclama movimentando as mãos. A maioria dos moradores mais antigos da Boa Vista chegaram às terras que margeavam o rio Cóco abandonando as moradias onde residiam no Alto da Balança (atualmente Aerolândia).

Moradores da Boa Vista

Na época, por volta da década de 1960, como narra Sr. André – morador mais antigo da comunidade, atualmente com 93 anos – o dono da propriedade precisou do terreno e retirou os moradores do local, fazendo com que grande parte viesse a se instalar nas terras onde hoje é a Boa Vista. Os primeiros moradores deparam-se não só com um lugar isolado, mas com a dificuldade de atender algumas necessidades básicas, como encontrar água potável. Mesmo na época o rio Cóco ser limpo, alguns moradores não contavam com a água do Rio para beber, muitos deles tinham que se deslocar até uma propriedade onde hoje é o Castelão para conseguir alguns baldes com água potável. “A gente saia com lata na cabeça pra ir pegar água num poço”, relata dona Rosa, viúva do primeiro comerciante da Boa Vista.

Nesse período, um loteamento foi inaugurado e batizado com o nome Boa Vista, até lá, o nome Mata Galinha ainda fazia a fama e a graça pelo local. A chegada de mais moradores, muitos deles vindos do interior, despertou a preocupação dos mais velhos, mas concretizava a nomenclatura “Boa Vista” entre os novos moradores. Como a comunidade crescia, algumas necessidades eram indispensáveis. “Em plena ditadura, nós nos organizávamos, escondidos, e reinvidicava nossos direitos, foi assim que fizemos a passeata dos candeeiros, exigindo energia”, conta dona Maria de Lourdes, agente de saúde e moradora da Boa Vista.

Ainda na época, alguns terrenos da Boa Vista pertenciam à famílias ricas que utilizavam a área como local de descanso da vida conduzida no centro da capital, uma dessas famílias era do senhor Dias Macedo, hoje nome do bairro vizinho à Boa Vista. Aos poucos, quando a urbanização chegou até o local, o descanso foi abandonado e os terrenos foram doados à Igreja, integrando hoje o Condomínio Espiritual Uirapuru, às margens da Avenida Alberto Craveiro.

Junto com a energia, chegou a primeira bodega. Dois carroceiros já abasteciam com água os moradores, mas, mesmo assim, outros problemas vinham à tona, dentre eles a moradia. Com o aumento populacional, as moradias foram ficando mais próximas ao rio e a comunidade passou a viver uma outra dificuldade, as cheias.

Segundo Sr. Toinho, até então alguns moradores utilizavam o rio para conseguir uma pequena renda, seja pescando peixes para consumo próprio e venda, seja retirando areia do fundo do rio. “Na época do verão os moradores tiravam areia do rio e quando chegava o inverno não tinha cheia. Quando a prefeitura começou a proibir o pessoal de tirar areia do rio, começou os problemas da cheia”, conto Sr. Toinho. Ele completa, “as vidas que o Cóco criou, hoje ele está ceifando”.

Além do problema das cheias, veio também o problema do esgotamento sanitário e, conseqüentemente, a falta de estrutura de saúde. As reinvidicações por um posto de saúde tomaram de conta da comunidade que, por meio da organização, conseguiram não só o posto, mas uma escola estadual, uma delegacia e um centro de assistência social, todos eles construídos em um terreno doado pela Igreja. Mesmo assim, todas as conquistas não foram suficientes para trazer o saneamento básico para a comunidade e as moradias.

Hoje são cerca de cinco mil moradores residindo no bairro da Boa Vista e em mais três conjuntos populares que o próprio líder comunitário faz questão de chamar de “favela”. Mas mesmo diante das dificuldades, Sr. Alberto, presidente da Sociedade de Apoio aos Moradores da Grande Boa Vista e Adjacências faz questão de frisar “sair daqui da Boa Vista só se for para o cemitério”.

[E mais]

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[Mais matérias sobre a Boa Vista]

TV no Controle Remoto

•outubro 28, 2008 • Deixe um comentário

TV Digital promete modificar relação do telespectador com o conteúdo

Imagine escolher o que assistir, quantas vezes quiser, apertando em um botão do controle remoto? E que tal ter acesso a todas as informações que serão veiculadas no jornal da noite na tela da TV?

Para muitos o que pode ser inovação, hoje é realidade para uma parcela de brasileiros que contam com serviços de televisão à cabo em suas casas. O serviço de TV a cabo pode soar estanho aos ouvidos de alguns telespectadores que não aceitam pagar mais pelos conteúdos de TV e está acostumado com os serviços fornecidos pelos canais abertos de TV. Mas as inovações que já estão disponíveis para os brasileiros vão bem além do que se pode imaginar graças à tecnologia de transmissão de conteúdo digital que já está em vigor na TV paga. Alguns casos é possível ler resenhas sobre filmes que ainda irão ao ar, acompanhar a letra de um clipping, acessar conteúdos dos principais jornais do Brasil ou escutar algumas rádios de sua preferência.

Equipamentos digitais já garantem acesso à tecnologia com som e imagem digitais.

No Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em 2007, mais de 5,6 milhões de brasileiros têm acesso à TV paga, e conseqüentemente, a uma gama de recursos que transformam o controle remoto de casa em uma chave para interagir com vários recursos já disponíveis hoje à nível de TV por assinatura.

Mas o que hoje é restrito, muito promete. A TV Digital no Brasil é a grande esperança para muitos brasileiros que contam com os recursos da TV aberta. A começar pela forma como o sinal é transmitido, a qualidade e mobilidade são os grandes atrativos para poder levar a TV para qualquer lugar. Sem contar que os recursos de interação prometem movimentar o entretenimento e tirar o telespectador da situação passiva.

Hoje canais como Globo News, Shoptime e Multishow já dispõem de recursos interativos por meio dos serviços de TV oferecido pela SKY. Com um receptor diferenciado, com um decodificador instalado, é possível receber as informações via iTV. No caso do Shoptime, é possível fazer a compra de um produto utilizando apenas o controle remoto da televisão. E o pagamento, dependendo da opção, pode vir junto com o débito da TV por assinatura.

Menus interativos da TV por assinatura.

Para seu Serafim Costa, assinante de TV a cabo, os recursos diferenciados de interatividade, apesar de ainda serem poucos, “são interessantes para quem espera sempre mais da televisão”. Para o assinante, “contar com mais canais disponíveis já é interessante, e os recursos da TV se completam”.

TV DIGITAL NO CEARÁ

Está programada para o próximo ano a estréia da TV Digital no Ceará. Algumas TVs locais já vêm testando e comprando os equipamentos que utilizarão nas transmissões de TV, uma delas, é a TV pública do estado, a TV Ceará (TVC).

TV pública cearense promete ser pioneira na TV Diginal no estado.

Atualmente com uma programação fragmentada, a TV Digital promete reestruturar a mais antiga TV do estado, segundo Guto Benevides. Só em investimentos já foram mais de 14 milhões de reais que saíram dos cofres públicos para adquirir equipamentos para a TV Digital, dentre eles o transmissor. Como informou Guto Benevides, o projeto da TVC Digital inclui “novos carros, modernos computadores, reforma de estúdios, aquisição de um novo transmissor digital e recuperação do transmissor analógico, além de novas câmeras, ilhas de edição, entre outras coisas. E o mais importante: a interatividade”.

Confira outra informações sobre TV Digital clicando aqui.

Pensando além do Orkut

•outubro 28, 2008 • Deixe um comentário

Quem pensa que sobreviverá na era da internet apenas com o Orkut que atire a primeira pedra.

Na era da convergência entre as mídias, tolo quem pensa que a internet só servirá para visitar sites, mandar e-mail ou conversar por MSN. Muito mais ele nos reserva, e uma das novidades de aproxima e deve ser anuciada até o final desse ano.

A Microsoft está a ponto de dá o seu primeiro tiro na guerra contra o Google. Com as investidas do Google na área dos programas em nuvens, a gigante do Windows vem trazendo sua novidade na aposta de atrair usuários e passar a perna no Google e Cia. A aposta da Microsoft está no “Windows Cloud”, espécie de aplicativo que armazenará na grande rede todas as informações que é possível guardar em um computador pessoal.

Segundo alguns especialistas, a novidade da Microsoft será uma isca para atrair os dissidentes da Google e aqueles que estarão dispostos em pagar pelo serviço. A idéia é que em qualquer lugar, em qualquer computador, você acesse a sua área de trabalho totalmente personalizada.

Navegando pelas Nuvens

•outubro 14, 2008 • Deixe um comentário

Na semana passada, a comunidade de internautas de todo o mundo recebeu uma notícia que já tardava: a Microsoft agendou o lançamento do Windows “Cloud”. A notícia do lançamento em no máximo quatro semanas entusiasmou quem pensava que a Microsoft estava perdendo espaço para as investidas do Google no campo da Web 2.0. O anúncio veio durante uma conferência patrocinada pela Microsoft, em Londres.

Segundo o jornal New York Times, o sistema deverá ser parecido com o que é fornecido hoje pelo iGoogle, só que de uma forma bem mais sofisticada. A idéia é que cada internauta possa acessar a área de trabalho em qualquer computador utilizando vários aplicativos.

Windows “Cloud” é o nome provisório dado por Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft. O nome, por si só, já adianta um pouco o que o usuário deverá encontrar no novo sistema que o conglomerado da computação lançará nos próximos dias. “Cloud” significa “nuvens”, nome que para quem é do ramo é melhor exemplificado pelos serviços que a Google disponibiliza aos seus usuários como o acesso a um editor de texto e de planilha on-line.

Para Marcelo França, especialista em Tecnologia de Informação, com enfoque no desenvolvimento de software, em seu blog Último Click, “as nuvens são modelos onde as aplicações ficam hospedadas em servidores físicos ou virtuais sendo acessadas a partir de uma rede”. Assim, independente de onde esteja cada usuário, é possível acessar documentos, planilhas, apresentações, fotos e até mesmo fazer um chat entre amigos a partir de qualquer computador, sendo necessário, apenas, cadastrar-se no site que disponibiliza o serviço.

Outro exemplo de software que é possível ter acesso de forma gratuita está no site Zoho.com, onde são oferecidos nada menos que 19 aplicativos que prometem substituir pacotes como o Office da Microsoft ou o famoso MSN, tudo online, sem pesar no HD de sua máquina e dispensando qualquer usuário da preocupação de guardar seus arquivos em um backup.

Em entrevista concedida ao repórter Rodrigo Alvarez, em matéria veiculado no Jornal da Globo, Eric Schmidt, presidente da Google adiantou o debate: “computação nas nuvens é a maneira mais simples e barata de ter acesso a internet, pessoas com pouco dinheiro não tem acesso à computadores, e nós poderemos oferecer esse acesso”. Com a base de dados instalada na grande rede, o acesso aos serviços oferecidos pelo Google ou Zoho fica mais fácil já que não será necessário utilizar computadores com altas configurações nem tão pouco pagar pela utilização, uma oportunidade para a democratização do acesso e aquisição de um PC que permite resolver as tarefas mais simples e sem gastar com pagamentos de licenças como é o caso do Office.

Mas já para alguns críticos, a computação nas nuvens, que por enquanto é gratuita, pode virar a isca para fisgar os internautas que estão acostumados a usar o serviço disponibilizado na grande rede. Casos como José Jataí, técnico em informática, que admite, viver sem as ferramentas oferecidas hoje pelo Google é um desafio. “Gosto muito do Google Docs por causa da simplicidade, poder de colaboração e porque posso acessar de qualquer lugar”, mas alerta “só é preciso ter cuidado para não perder a senha de usuário”.

Soluções para casa ou escritório

Um dos grandes atrativos da Web 2.0, além da computação em nuvens, está nas soluções de interatividade com outros internautas, mesmo com a distância, é possível compartilhar informações, das mais variadas formas, utilizando diferentes plataformas. Um exemplo clássico é o Salesforce.com, site que auxilia e acompanha grandes, médias e pequenas empresas na obtenção de resultados e vendas por meio do lançamento de informações e monitoração na grande rede.

Outro exemplo do compartilhamento de informações é utilizado na área da educação. Por meio de inscrição em um portal, alunos de uma universidade de Fortaleza podem compartilhar informações, utilizar o disco virtual, ter acesso a chat, lista de discussão, e-mail, troca de arquivos e vídeo aula. Para o coordenador do Núcleo de Ensino a Distância da universidade, Robson Loureiro, a aprendizagem virtual já é uma realidade e utilizá-la para a educação é um futuro que está bem próximo.

Trem de memórias

•setembro 18, 2008 • Deixe um comentário

spaceballA proposta de visitar a estação de trens urbanos de Fortaleza, tendo como ponto de partida o Centro, saindo da João Felipe, reconduziu-me as minhas páginas de lembranças há tempos em que poemas como o de Manuel Bandeira ainda tomava o meu imaginário.

“Café com pão

Café com pão

Café com pão

Virgem Maria que foi isso maquinista?

Agora sim

Café com pão

Agora sim

Voa, fumaça

Corre, cerca

Ai seu foguista

Bota fogo

Na fornalha

Que eu preciso

Muita força

Muita força

Muita força”

(Manuel Bandeira, Trem de Ferro)

O som daquele trem movido a vapor, a Maria Fumaça assuviando, subindo e descendo serras, encanta a memória de um menino do interior que sonhova andar de trem. Mas o trem por lá nunca chegou!

O trem era aquela mágia, não me pergunte o porquê! Eu não sabia muito bem, porque ao contrário do avião, do ônibus… o trem era quem mais me encantava.

spaceball1Na visita ao Centro, no passeio por entre os vagãos, no entre e sai, no apito, no fechar os olhos e sentir todo o universo ao meu redor consegui decifrar o porque desse meu encantamento.

De Fortaleza a Caucaia deparei-me com os meus pares, pessoas que “vem e vão”, um percurso pendular da vida cruzando histórias e pessoas em um vagão ambulante pela cidade de trem.

Brasil: um blog para cada 7 internautas

•setembro 18, 2008 • Deixe um comentário

Discutir acessibilidade, interatividade e informação na web é um debate mais que presente nos nossos dias. A internet não só fomenta a pesquisa, mas faz parte do dia-a-dia de qualquer um direta ou indiretamente. E essa presença se confirma em números. Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope/NetRatings, 35,5 milhões de brasileiros tem acesso à grande rede, um número ainda pequena caso vejamos que essa porção representa apenas pouco mais de 20% dos mais de 170 milhões de brasileiros. Mas quando esse mesmo dado é comparado com os números de 2005, é possível observar o crescimento da internet entre a população. Em 2005 eram 18 milhões de brasileiros na internet.

A pesquisa revela ainda mais, a média mensal de tempo na internet que em 2005 era pouco mais de 16 horas, para 23 horas. Não apenas o acesso aumentou, mas também o tempo que o brasileiro passa na conectado à Web. Atrativos como Orkut, MSN, jogos on-line, notícias real-time e até exemplos como o Second Life são responsáveis por esse crescimento no tempo que o brasileiro fica conectado. Mas não é apenas isso, desde 2005 o Governo Federal liberou os produtos de informática de alguns impostos, a lei do Bem. Menos impostos embutidos nos produtos, mais brasileiros adquirindo computadores.

Um dos grandes atrativos na internet, sem dúvida, é o Orkut.com. O site de relacionamento preferido entre os brasileiros traduz um pouco da febre brasileira da internet, são 60% dos brasileiros só nas páginas do Orkut.com. Outra sensação são os blogs, que surgiram inicialmente como páginas de diário ou fotoblog. Segundo pesquisa da agência Mccann, divulgada pela Intel no Brasil, dos 170 milhões de blogueiros em todo o mundo, 5,9 são brasileiros. Um dado bastante tímido frente ao número de possibilidades de acesso e informação circulando pela internet. Mesmo assim, a média de leitores de blog ultrapassa bastante a de leitores, por exemplo, de um jornal impresso.

Enquanto que um jornal é lido por três pessoas em média, na internet a visibilidade dos blogs aumenta consideravelmente, sem contar nas possibilidades de formações de grupos de blogueiros, formando um circuito de interação de um com o outro. Um exemplo disso pode ser visto entre alguns jornalistas e estudante de jornalismo que mantêm diariamente seus blogs na grande rede. Freqüentemente, Emílio Moreno, Eliomar de Lima, Maísa Vaconcelos e Nonato Albuquerque se encontram pessoalmente para discutir a realidade da blogosfera cearense. Convites para palestras não faltam.

Já segundo Samara Freitas, estudante de jornalismo e blogueira há dois anos, manter um blog funcionando é difícil e dá muito trabalho, “pra mim, a maior dificuldade é a falta de tempo para atualizá-lo.Entre tantos blogs de boa qualidade e super antenados, manter o blog sem atualização é, sem dúvida, sinônimo de perder leitores e de se tornar apenas mais um entre tantos no mundo da blogosfera”.


Interagindo

•setembro 2, 2008 • Deixe um comentário

Hás pouco mais de uma semana, quem frequenta o Centro de Convivências da Unifor pode perceber uma exposição pra lá de inusitada. O objeto da exposição: imagens.

Mas não imagens à toa não. Todas elas, ali, tem um sentido. E o papel do visitante não se restringe a observar tais imagens em exposição, mas em interagior com elas. Como?! Descobrindo as formas de interação.

Essa oportunidade de interação leva o nome de ART-MACHINE-VISION. Com um pouco de imaginação e ajuda de alguns software’s é possível, você mesmo, ser o objeto da exposição, sua imagem é a imagem em exibição, você é o foco da atenção da própria exposição, ou seja, o visitante, que não deixa de ser uma imagem, é o objeto.

Uma boa sacada, uma bela exposição.

Segue abaixo um vídeo sobre a interação dessa pessoa que vos escreve como objeto de atenção da exposição.

 
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